TENDÊNCIAS e DESIGN


Bom dia a todos,

Com base no artigo “TENDÊNCIAS e DESIGN: IDENTIFICANDO OPORTUNIDADES” de Dario Caldas,  exposto no Infopaper do Senai São Paulo Design, concordo que a relação do Design do Produto com a conceituação de tendências é completamente confuso e arbitrário.

Para muitos seguir tendências é o caminho certo para o sucesso, por conseguir alinhar o pouco tempo de desenvolvimento e o baixo custo, sem precisar ter um processo organizado e profissionais especializados, indo totalmente contra o processos de “Design Thinking”, comentado no tópico anterior.

Se analisarmos o mercado do Design de hoje, ao de quinze anos atrás, podemos perceber o aumento de projetos, que buscam por novos produtos e principalmente conceitos, o fator de poder agregar a marca ou produto, uma identidade única e icônica.

Mas, infelizmente é uma minoria que pensa dessa forma…

Obrigado.

Henrique Praxedes

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10 comentários sobre “TENDÊNCIAS e DESIGN

  1. Muito interessante Sr. Henrique! rs
    No meu tcc falei sobre tendências e sobre a dificuldade do Brasil se estabelecer como pólo criador porque está sempre em busca das tendências que os outros apontam, e nunca consegue se lançar como criador de tendências!
    Sabemos que aqui na firma nenhuma cartela de cor é aprovada se não for baseada em alguma tendência apontada por algum site espcializado.
    Acho que no Brasil o design em geral é muito mais independente, mas o de moda ainda tem muito a amadurecer. Falando ainda de moda, acho que ter colocoado moda dentro do guarda chuva do Ministério da Cultura, já vai ser um grande passo, para que tenhamos mais autonomia e incentivo para lançar tendencias e não mais seguir.
    Continue postando coisas interessantes.. vou aproveitar o link e desenvovler algo no meu blog! rs
    beijo

    1. Exatamente Amanda, enquanto o Design não for visto como um processo de desenvolvimento organizacional, teremos que conviver com essa “influência”.

      Sobre o design de moda, ao meu ver, comparado com o design de produto, está muito mais simples de resolver, já que temos uma base mais desenvolvida no país, e se, der certo de conseguir um espaço dentro de um insentivo a cultura, e for levado a sério, colocando pessoas responsáveis e amantes do assunto, temos tudo para se tornar um formador de tendências.

      O design de produto, ainda sofre a desconfiança do principal meio propagador, que é a industria, talvez por medo, por não querer investir ou até desconhecimento.

      Vamos trocando informações, e se possivel me mande seus artigos e o seu TCC, e eu vou ver se consigo o exemplar para você.

      Obrigado….bjo bjo bjo

  2. Design não é moda. O fato de concebermos o termo “designer de moda” é puramente comercial: soa melhor e com mais pompa “designer de moda” do que estilista, costureiro, modista, ou qualquer brasileirismo.
    Enquanto a moda é puramente comercial, não desmerecendo sua extrema importância como grande estimulador econômico, o Design preza pelo encontro da função do objeto criado com a necessidade do consumidor. Veja que existe o “consumidor” no design, da mesma forma que na moda. É extremamente equivocada a ideia puritanista de que o designer deve se ater apenas à função e às necessidades, sem pensar que existe um público que vai consumir aquilo, que vai pagar por aquilo. O design só funciona se vender, se for consumido. Neste ponto o Design se assemelha à moda.
    Mas não vamos misturas as coisas, por favor! O bom Design não segue tendências, é eterno!

    1. Entendo que, quando vc diz “Design não é moda”, vc expressou no intuito de dizer que não podemos aplicar o mesmo conceito que é aplicado em Design de Moda… Concordo que são áreas distintas do design, assim como design gráfico… focando no Design como um todo, ainda penso que devemos criar nossa propria identidade, e focar para nos tornarmos formadores de tendências, e não apenas nos influenciar…

      O design de Moda, hj, se comparado as outras areas, esta muito bem preparado e estruturado, mas ainda sim, tem muito o que crescer e se firmar… como a Amanda comentou neste post, que é necessário um amadurecimento… mas prncipalmente, dos proprios designers e das empresas…

  3. Quando digo que design não é moda, quero também dizer que ele não segue tendências. Digo isso quando tratamos de alguma inovação, quando desenhamos um objeto que atenda alguma necessidade não contemplada antes. Falando isso, toco num ponto delicado. Até que ponto o redesenho é considerado design?
    Vou dar um exemplo: o design de uma cadeira. Quando o redesenho de uma cadeira, objeto que existe há tanto tempo e tem sua função óbvia, é considerado design?
    Na minha opnião, o redesenho de uma cadeira só é considerado design quando ele traz inovações benéficas no seu processo de fabricação (reduzindo custos, prazos ou reaproveitando materiais), agrega algo em sua função ou aprimora sua ergonomia. Uma nova cadeira que só tem o seu desenho esteticamente bem resolvido ou que segue uma forte tendência não basta para ser Design.
    Acabei de arrumar briga com um monte de designer de produto!

    1. Sim sim, que o Design não se aplica os mesmo conceitos do Design de moda…

      A questão do redesign, talvez tenha um fator importante para analizarmos, que resumo em uma pergunta: Qual foi o motivo para que fosse efeuado o redesign do tal produto?…

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